sexta-feira, 27 de março de 2009

Editorial: Raia pesada é ruim para todos

No fim de semana passado assistimos a corridas na raia de grama pesada em Cidade Jardim. O penetrômetro assinalou no sábado 6,8 , marca pela qual é possível que se confirme a pista de grama para os embates para ela programados. Porém, em corrida vimos uma pista lenta (não houve quem baixasse dos 56s no quliômetro e dos 123s nos dois quilômetros, sendo que nessa última distância foram corridos dois páreos de dois anos até duas vitórias e um pesos especiais) que soltava muitos torrões de grama durante os páreos e que propiciou um festival de bombas na final de semana. Além disso, foi nítida a vantagem dos animais que largaram pelas balizas de fora nos 1000m (ao menos no sábado).
Para quem gosta de estatística, a média das poules foi de 11,49, sendo que metade das poules foram superiores a 4,5 e 75% superiores a 2,3.
Para não correr o risco de ser injusto, não vou fazer afirmações, vou apenas deixar algumas questões:

· Será que o penetrômetro está sendo utilizado corretamente ou não se tornou obsoleto?
· A realização de TODOS os páreos programados para a pista de grama neste mesmo piso em condições como as acima descritas podem prejudicar seriamente a essa mesma pista?
· Os proprietários de animais gramáticos não prefeririam que um páreo fosse transferido para a areia do que ver seu pensionista praticamente “atolar” na raia de grama?
· O movimento de apostas não seria maior se fosse confirmada uma raia (a de areia) que tenderia a confirmar mais favoritos e que não estivesse sob o risco de alteração desta durante a reunião caso chovesse?

Acredito que é bom que ao menos pensemos nesse assunto, pois a nossa raia de grama que se encontra em boas condições corre o risco de necessitar de manutenção dentro de alguns anos se ela continuar sendo utilizada dessa forma.
A Gávea sofreu com problemas como estes e, ao que parece, já aprenderam a lição e já importaram um penetrômetro australiano e pretendem programar melhor as corridas realizadas na grama. Portanto, cabe a nós seguirmos o bom exemplo.

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